Alguma coisa está fora de ordem – Estilistas Edition!

(repost de fashionismo.com)

Em junho, conversamos nesse post aqui sobre as significativas mudanças no meio da moda, seja através do comércio, editorial ou simplesmente comportamental. Recentemente, dois fatos importantes confirmaram que o mundo fashion está numa significativa transição.

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RAF SIMONS FORA DA DIOR: Durou 3 anos e meio a carreira do estilista na maison francesa. E esse período é muito pouco (seu antecessor, John Galliano, ficou 15 anos) para uma marca como a Dior que não pode viver de momentos, mas sim de gerações e estilistas que fiquem décadas, criando assim uma identidade concreta para a marca.

A saída foi amigável e tudo indica que Raf, um gênio que sempre trabalhou com moda masculina, estaria cansado do frenesi que seria trabalhar na maison, com isso, optou por um momento mais low profile e sem  a grande pressão que é ser diretor criativo na Dior.

Se uma ou outra pessoa (nós aqui!), comentava que o estilista ainda não tinha se encontrado com a marca – vide os looks questionáveis de sua principal garota propaganda, Jennifer Lawrence – o que os insiders afirmavam é que, depois de uns ajustes, Raf finalmente estava trazendo o frescor e renovação que a marca precisava. Só que agora… terão que começar tudo de novo.

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ALBER ELBAZ FORA DA LANVIN: E o povo da moda mal se recuperou do baque de Raf e ontem veio mais um, Alber saiu da Lanvin. E dessa vez, o que se especula, é que não foi nada amigável. Dizem que houve um sério desentendimento entre o proprietário da marca e o estilista que, em 15 anos à frente da Lanvin, trouxe de volta a notoriedade, estilo e personalidade em looks memoráveis no tapete vermelho.

Daí o que se imaginou imediatamente? Alber saiu da Lanvin para assumir o cargo de diretor criativo na Dior e recuperar a opulência e extravagância da marca, que sempre se fez presente no dna do estilista. Será? Mas outra corrente diz que essas mudanças não podem ser feitas imediatamente, pois existem contratos que impedem um estilista de trocar de time assim automaticamente.

De qualquer forma, taí estilista incrível e que tem a cara da maison Dior.

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BÔNUS: MARC JACOBS FORA DO EIXO Marc foi um dos primeiros dessa recente geração a sair de cargos pomposos com grifes francesas. Em 2013, ele encerrou seu contrato com a Louis Vouitton e, desde então, o estilista está mudado.

A famosa – e mais lucrativa – Marc by Marc Jacobs encerrou suas atividades esse ano e lembram que seus desfiles eram os mais aguardados e falados das semanas de moda? Bom, dizem que não mais e que o estilista perdeu seu ‘mojo’ e anda numa forte entresafra criativa.

Essa semana saiu no NY Post duas matérias bem pesadas acerca de seus problemas pessoais e criativos, que logo o próprio estilista rebateu – de forma bem revoltada – em seu Instagram. De qualquer forma, a matéria tem pontos interessantes e de fato mostra que o estilista já teve seus dias de glória e que hoje passa por um momento de reformulação interna, que vai inclusive de acordo com a crise global que não olha nem bolso, nome ou estilo.

Em comum entre os 3, existe uma palavra: Pressão. Em tempos de concorrência acirrada e até mesmo a internet e suas multi redes sociais, estilista precisa de sossego e liberdade poética pra criar, apenas.

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Vocês também já tinham reparado nessa mudança do Marc Jacobs? E tem suas apostas para a dança das cadeiras Dior e Lanvin?

9 comentários em “Alguma coisa está fora de ordem – Estilistas Edition!

    1. Sim, a cobrança é muito grande! E está cada vez ficando pior e pior!!! Eles precisam tentar não deixar se sobrecarregar e trabalhar com calma… Mas cada vez vai se tornar mais difícil, com a concorrência aumentando também…
      E que bom que gostou Mani!!! beijoss

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  1. Hoje eu li a matéria que a FFW fez sobre o mesmo assunto. Os diretores criativos das grandes grifes tem que se preocupar em criar 6 coleções por ano! Juntando com as redes sociais, a concorrência… a pressão é muito maior que a anos atrás, quando a média de um estilista era ficar 15 anos em uma marca. Realmente três anos é pouco para mostrar identidade da grife+diretor criativo. É necessário diminuir o ritmo de criação, mas talvez isso diminua o consumismo e talvez as grifes não devem gostar deste resultado.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Sim, o mundo deles e das marcas está bem difícil mesmo! A pressão está muito grande… e cada vez mais os consumidores também querem mais coisas novas, mais novidades, mais lançamentos… e eles ficam doidos dai 😦 Não podem se deixar sobrecarregar, se não piram!

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